Pequenas situações, grandes frustrações

Só uma observação para o começo, é, o post anterior (e único) foi feito há quase 2 anos atrás. Eu não ia imaginar como a vida iria descer um barranco nesses últimos anos.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Perdida no tempo

Quem diria, ein? Hoje, dia 17 de março de 2014, eu estou em casa, com o cabelo sujo, ainda com minha roupa de dormir, pensando que daqui meia hora vou ter que me arrumar para ir pra faculdade...
Ah, falando em faculdade, olha como as coisas são: saí dela.

Pra começo de conversa, as coisas mudaram bastante desde 2012. O final do ano eu já nem lembro mais. 2013 foi uma droga. Sério, foi realmente uma droga. Começou comigo brigando de hora em hora com meu namorado e terminou com minha querida vovó partindo. Maldito câncer maldito. Desde aí, não consigo distinguir quando certas coisas aconteceram, se foram esse ano ou no anterior, apesar de que isso não importa muito. 
Acabei percebendo de uma vez por todas que eu era a pessoa mais infeliz da face da terra por conta da minha faculdade. Não posso dar muitos detalhes se não vou acabar me tornando aquele tipo de gente que puxa briga no facebook pra todo mundo ver, sabe? Aliás, isso aconteceu de um tempo pra cá e não foi nada legal. Mas eu gostaria de dizer que, nessa situação toda, me irrita ouvir todo mundo falando que "se você quisesse ter feito curso x mesmo, teria se matriculado nele sem se importar com o que os outros pensam". A resposta pra essa questão, como eu disse antes, não posso dizer, além de VOCÊS ACHAM MESMO QUE É FÁCIL ASSIM, NÉ?

Tenho 19 anos e passei 2 anos da vida numa faculdade que não me trouxe nada de bom, mas sobre isso, eu falo mais pra lá. Há quem diga "mas é federal, tu passou na UFAM!", sim, cara, eu sei, e me orgulho disso, mas mesmo assim, adianta passar pro curso errado? Não. Há quem diga que eu sou jovem, que eu tenho muito tempo, mas eu não tenho não, cara. Tem gente que, com a minha idade, já está quase se formando.  Argh, se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente, 100%, mas já que eu não posso, lá vou eu tentar dar um jeito pra recuperar o tempo que eu perdi, que eu sei que não vou recuperar porque esse papo é ilógico, mas ta.

Esses últimos dias estou em casa, esperando o tempo passar, totalmente perdida, lendo, jogando, brigando e todas essas coisas improdutivas. Semana passada descobri que fui chamada na segunda lista de espera do ENEM pra Design. Fazia tanto tempo que eu não me sentia tão feliz quanto eu fiquei nesse dia, mas durou? Claro que não, logo descobri que era a 4ª pessoa da lista para apenas 1 vaga. Tô botando fé que vou conseguir, porque é assim que o otimismo funciona, e nem vou dizer "mas..." porque isso seria pessimismo.

"Por que raios você não arranja um emprego?" as pessoas me perguntam, e eu respondo EU NÃO SEI COMO FAZER ISSO! Sério, olha pra mim, eu tenho espanhol e inglês e aquelas "noções de informática" que toda pessoa de 19 anos tem, não sou nenhuma raridade ou tenho algo que seja realmente surpreendente e digno de ser chamada. Não, não é pessimismo, é realidade, porque agora eu sou otimista, lembra? Então. Eu preciso de dinheiro, mas sinceramente, não sei se estou disposta a trabalhar, fazendo sei lá diabos o quê, pra conseguir uns tostões no fim do mês. Tá, tá, eu sei que isso é comodismo e tudo mais, mas pelo menos no trabalho eu gostaria de fazer algo bacana e que não fizesse com que eu me sentisse afundando em um buraco de chatices. Sim, eu sei, "como ela é ingênua, não sabe nada do mundo", pois é, cara, já estou naquela fase em que você não sonha mais, primeiro porque isso começa a se tornar chato, segundo porque... PRA QUÊ????????(E NÃO ME VENHA COM PAPO DE LIVRO DE AUTO AJUDA DIZENDO QUE EU NÃO POSSO PARAR DE SONHAR! Aqui não é nenhum texto com os diálogos da novela Em Família não, cara.)

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Questões maiores

Com o passar desses poucos anos aí, comecei a perceber que ser eu, pensar como eu, agir e falar como eu foi a pior escolha que eu já fiz na minha vida. "Você não deveria pensar assim, você tem que ser você mesma e...", meu amigo, de novo, isso aqui não é livro de auto ajuda

Uma questão que sempre aparece é o fato da minha religiosidade, que deveria ser MINHA, mas, aparentemente, é de todo mundo. Tem quem queira que eu seja ATEIA ACIMA DE TUDO, tem quem queira que eu viva socada na igreja. Eu só queria conhecer uns pagãos e saber mais sobre essas coisas porque EU ACHO interessante, mas se um dia isso acontecer, a probabilidade de TODAS AS PESSOAS AO MEU REDOR (parentes inclusos) me deserdarem é grande. "Nossa, que drama, agora é culpa dos outros, blá blá blá...", não é culpa de ninguém, além de minha, e é mais culpa minha ainda o fato de que eu não quero sentir que estou decepcionando ninguém. Há quem não saiba, mas librianos gostam de agradar os outros acima de si mesmo, e eu tenho essa característica, e sim, ela é forte (e ela se encaixa na situação da faculdade que eu falei ali em cima). "Mas a vida é essa, você sempre estará decepcionando alguém", é eu sei, mas se eu puder não fazer isso, eu vou seguir essa direção, mesmo que no final eu acabe vendo que não era pra eu ter feito isso e me arrependa, tipo agora.

Outra questão que vem me enchendo a paciência é o fato de que, pelo que o MUNDO INTEIRO INDICA, eu sou o tipo de pessoa """careta""" (gíria dos anos 1000) pelo fato de que eu não bebo, eu não fumo, eu não gosto de sair de casa e essas coisas, não esquecendo o fato de que eu não fico com meus amigos (por mais que isso seja "a coisa mais normal do mundo"). Sobre esse último, ontem me disseram que eu era uma pessoa com "princípios" porque eu separo os amigos de pessoas que eu poderia ficar um dia, porque eu não me aproximo de ninguém com o objetivo principal de ficar com aquela pessoa e porque, a não ser que eu realmente goste dessa pessoa e queria ter um envolvimento amoro de verdade, eu não ficaria com amigo nenhum. "Ah, mas teu namorado era teu amigo quando vocês começaram a ficar...", é, ótima questão, principalmente considerando o fato que a gente se conhecia há UM ÚNICO MÊS quando a gente ficou e que, até hoje, eu não sei dizer o motivo de a gente ter ficado. Sério. Ele não botou pra cima de mim, e eu, muito menos, botei pra cima dele, a gente se beijo por... SEI LÁ O MOTIVO e estamos namorando agora. E fim. Talvez se nós fossemos amigos mesmo, nada disso teria acontecido. 

O fato é que, apesar de eu não gostar de certas coisas, eu gosto de gente, eu gosto de conversar, de rir e fazer bagunça, eu gosto disso. Eu não gosto de festa, mas eu gosto de sair, gosto de saber que vou encontrar alguém e que, independente da pessoa beber, fumar, fazer o quadradinho, nós vamos nos divertir e chegar em casa e pensar "nossa, esse dia foi massa". Mas acabei virando ovelha negra, porque eu não faço isso, não faço aquilo, porque eu não danço, eu não canto, eu sou muito na minha. Que droga, caras, mas que droga. Saudades do tempo em que os grupos se faziam de pessoas diferentes umas das outras, saudades de quando ninguém ligava pro que eu acreditava ou desacreditava, saudades do tempo que o fato de eu não beber era uma coisa sem importância. Saudades mesmo. Saudades ainda mais quando eu saia mesmo, de ir passar a tarde na casa de Fulana ou Cicrana, de ir ao cinema, de marcar uma zueira e essas coisas. Eu adoro ficar em casa, mas sair e se distrair é tão melhor. Saudades ensino médio, crescer é uma bosta.

E eu não vou nem falar de outro assunto aí que só diz respeito aos meus sentimentos mais fortes e profundos porque depois sou eu que fico mandando indireta.

Sério, é tão difícil, tão insuportável assim conviver comigo?

Saibam que eu já calei a boca de mais, ninguém faz ideia do que me passa na cabeça, das coisas que quero dizer e fazer. Pergunta se agora eu vou botar isso tudo pra fora? Não, vou não, porque depois eu sou rebelde, ignorante e "deve ser por causa disso ou daquilo que tu ficou desse jeito, tu não era assim". Olha, na verdade, eu sempre fui assim, só que eu percebi que era melhor ficar na minha, fingir que não me importava com isso ou aquilo, fingir que eu tenho uma opinião neutra e que abaixo a cabeça pra todo mundo, fingir que eu não quero socar todo mundo na cara se eu tivesse a oportunidade. É melhor, mais fácil, mais confortável pra todo mundo. "Mas pra ti não", cara, whatever. E não me venham com "ah, drama" ou "ah, mas também não é assim", não, não, eu fiz o teste de falar e fazer as coisas que eu realmente quero, mas não deu certo. Eu fiquei chata de uma hora pra outra, ignorante de uma outra pra outra, malcriada de uma hora pra outra. Tá, gente, tá bom, vou ali voltar a ser o que eu era antes, feliz 24 horas por dia, vai ficar tudo bem pra todo mundo. Ao menos até eu ter dinheiro o suficiente pra, um belo dia, sumir e começar a vida do outro lado do mundo com ninguém atrás de mim. Vai ser legal, vocês vão ver.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Observação de fim de texto: não é só porque eu estou de TPM que eu vou me arrepender do que eu escrevi aqui. E quando eu quero chorar, eu só quero chorar, pelo amor de Deus, alguém me entende, por favor. 
Obrigada.

Ps: EU NÃO MANDO INDIRETA. Se você se sentiu ofendido ou sei lá o quê com algo que eu disse, é problema seu. HUEHUEHUEBR

2 comentários:

  1. Unknown disse...:

    É um pequeno desabafo mas, e assim mesmo. não e porque você e diferente que e careta kkkk, só e diferente o modo que tu vê as coisas, hoje em dia o povo ta mais preocupado do que o que os outros vão pensar do que o as próprias vontades e desejos.

Postar um comentário